
A hipotensão, ou pressão arterial baixa, significa que a pressão com que o sangue circula está mais baixa do que aquilo que se considera normal. Quando os valores caem abaixo de 90/60mmHg (9 por 6), estamos perante um caso de pressão baixa.
A pressão baixa pode ser uma característica natural do organismo de algumas pessoas, não representando, obrigatoriamente, um risco para a saúde. No entanto, quando a pressão arterial cai de forma abrupta e acentuada, devemos procura ajuda.
Aqui, vamos mostrar-lhe o que é a hipotensão, quais os sintomas associados à pressão arterial baixa, as suas principais causas e o que fazer quando a pressão cai.
Que é hipotensão?
O coração bombeia sangue para todo o corpo através dos vasos sanguíneos. A pressão arterial diz respeito à força exercida nas paredes das artérias pelo sangue, ao ser bombeado pelo coração.
A hipotensão, ao contrário da hipertensão, significa que a pressão com que o sangue circula está mais baixa do que o normal (90/60mmHg).
Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, a tensão arterial normal é de até 120/80mmHg.
Embora estes números sejam importantes para nos guiarmos, convém esclarecer que cada organismo é único e, portanto, os níveis de tensão arterial variam consoante características individuais. Ou seja, o que para uma pessoa é considerado baixo, pode não ser para outra.
Sintomas de pressão arterial baixa
Muitas pessoas vivem com pressão arterial baixa sem qualquer sintoma. No entanto, quando a quebra de tensão é abrupta ou significativa, é comum que surjam:
Tonturas (ou sensação de vertigem), principalmente ao levantar ou sentar;
Sensação de desmaio ou desmaio efetivo;
Náuseas e vómitos;
Visão embaçada ou turva;
Pele fria, húmida e pálida;
Palpitações;
Respiração acelerada;
Dificuldade em concentrar-se;
Confusão mental;
Sensação de sede;
Cansaço excessivo, fadiga e fraqueza geral.
Caso sinta esta sintomas de forma persistente ou súbita, procure ajuda profissional.
Principais causas da hipotensão
A hipotensão pode ser desencadeada por vários fatores, sendo os mais comuns:
Desidratação — a falta de água reduz o volume sanguíneo, podendo levar a uma queda de tensão;
Jejum prolongado — ficar muitas horas sem comer pode afetar a pressão arterial;
Carências nutricionais — a falta de vitamina B12 e de ácido fólico pode provocar anemia e, consequentemente, pressão arterial baixa;
Mudanças súbitas de posição — levantar-se muito rápido depois de estar deitado ou sentado por muito tempo pode causar hipotensão ortostática;
Problemas cardíacos — bradicardia, arritmia ou insuficiência cardíaca podem afetar a capacidade que o coração tem de bombear sangue, afetando a pressão arterial;
Hemorragia — a perda de sangue diminui o volume sanguíneo nos vasos;
Alterações hormonais e doenças endócrinas — problemas de tireoide ou diabetes, por exemplo, podem afetar a pressão arterial;
Gravidez — durante a gestação, é comum a pressão arterial diminuir, principalmente nas primeiras 24 semanas;
Certos medicamentos — diuréticos, anti-hipertensivos ou antidepressivos podem baixar a pressão arterial.
O que fazer durante uma quebra de tensão?
Se está com sintomas de pressão arterial baixa, mantenha a calma e siga os passos abaixo:
Sente-se ou deite-se num local fresco —evita desmaios e ajuda na circulação do sangue;
Eleve as pernas — ponha as pernas para cima, a cerca de 15 cm acima da altura do coração;
Hidrate-se — beba água, pois ajuda a aumentar o volume sanguíneo;
Evite movimentos bruscos — não faça esforços físicos durante a crise de pressão baixa.
Como prevenir a pressão arterial baixa?
Para evitar episódios de hipotensão, adote hábitos de vida saudáveis e algumas medidas preventivas, como:
Beber água ao longo do dia;
Fazer pequenas refeições com frequência;
Levantar devagar;
Evitar passar muito tempo de pé ou sentado, sem se mexer;
Praticar exercício regularmente;
Limitar o consumo excessivo de álcool.
Quando procurar ajuda médica?
Se tiver sintomas intensos ou se as quebras de tensão forem frequentes, procure o seu médico de família. A hipotensão pode ser sinal de uma condição de saúde que precisa de acompanhamento especializado.
Aposte na prevenção e esteja atento aos sinais que o seu corpo dá. Se os sintomas persistirem por mais de 10 minutos ou se tiver perda de consciência, procure ajuda médica imediata.
